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Exclusivo: Uma comparação dos preços dos voos da Itapemirim e das concorrentes



EXCLUSIVO – Fizemos uma ampla pesquisa dos preços pelas principais companhias aéreas do país e comparamos com a oferta da Itapemirim, que abriu hoje (21) a venda de seus bilhetes.

Nessa análise, selecionamos três datas em diferentes momentos do ano, mas sempre dentro dos primeiros quatro meses de operação da Itapemirim, e fizemos uma comparação. O resultado é muito interessante e mostra um pouco da estratégia da start-up do Grupo Itapemirim nesses seus momentos iniciais de vida no mercado brasileiro de aviação.

É óbvio que existem dezenas de variáveis a serem consideradas na hora da compra da passagem e cada passageiro tem suas preferências, no entanto, as pesquisas de mercado são quase unânimes em afirmar que o preço é a variável mais sensível para a esmagadora maioria das pessoas.

As premissas utilizadas foram:


(a) Ida deve ocorrer no período da manhã, em horário sempre próximo dos voos da Itapemirim; enquanto a volta sempre foi procurado o valor mais baixo (exceto voos de madrugada).

(b) Todas as tarifas incluem uma mala de mão de até 10 kg e uma mala despachada de até 23 kg, assim como escolha de assento incluída. Outras características das tarifas, como direito a reembolso ou taxa de remarcação, não foram consideradas.

(c) Apenas voos diretos.

(d) Todas as consultas foram realizadas no dia 21 de maio, às 18h30.

(e) Como primeira opção, sempre foram considerados os aeroportos de Congonhas e Guarulhos. No caso da Azul, quando na ausência de voos partindo dos aeroportos mais próximos da capital paulista, foi verificado o voo partindo de Campinas (isso ocorreu na rota da Azul para Brasília).

(e) A comparação foi meramente de preço, sem considerar preferências individuais das pessoas (por exemplo, preferência por Guarulhos ou Congonhas). No caso do Rio de Janeiro, a preferência foi pelo Galeão, exceto nos casos em que o voo ao Santos Dumont tinha passagem mais barata (essa lógica foi aplicada à Latam).

(f) Os voos em codeshare Azul-Latam foram considerados apenas para a empresa que, de fato, opera o voo.

(g) Os valores estão em Reais (R$), arredondados para cima.

Análise 1 – Um empate técnico

Na primeira análise, de alta temporada, que compreendeu seis rotas com ida em 22 de julho e volta em 29 de julho, a Ita teve o menor preço em três, a Latam em duas e a Gol em uma. A Azul foi a mais cara em todas as rotas.

Em resumo, teríamos aqui uma espécie de “empate técnico”, pois, embora o placar acima, os preços na rota SP-BH estão muito próximos para Ita, Gol e Latam, e o mesmo acontece na rota para Curitiba.



Análise 2 – Idem

Na segunda análise, focada no final da alta temporada, com ida em 14 de agosto e volta em 21 de agosto, a Ita teve o menor preço em três, a Latam em duas e a Gol em uma rota. A Azul foi a mais cara em todas as rotas, de novo.

A ideia do “empate técnico” também está presente nessa comparação, por conta das mesmas razões do item 1.



Análise 3 – Ita na frente

Nessa outra análise, que olha mais à baixa temporada, com um período de meio de semana entre 29 de setembro e 6 de outubro, a Ita leva a melhor, com quatro vezes o menor preço, contra uma da Latam e uma da Gol. A Azul, novamente, ficou com o maior preço em todas as rotas.


Em resumo

A comparação confirma que a Ita vem para brigar por sua fatia de mercado, segundo uma estratégia de menor preço. Tem que ser considerado, também, que as demais empresas oferecem um mix de produtos mais abrangentes, por estarem a mais tempo (como lounges VIP, programa de fidelidade e milhagem, entre outros).

Tudo isso conta, embora a variável mais sensível seja o preço – para quem estiver viajando sem malas, a Itapemirim pode não ser a melhor opção.

Além do mais, existem muitas coisas por trás da operação de uma empresa aérea e precificar passagens aéreas, em meio a um ambiente de alta concorrência e num momento de volatilidade, é um enorme desafio. Só quem sabe detalhes da planilha de custos são os altos-executivos das empresas e seu trabalho é garantir que a “conta feche”, caso contrário, a empresa não se sustenta.

Com o passar dos meses, o mercado vai entender mais da estratégia da Itapemirim e se a operação com preços mais baixos, na média, veio para ficar e será ampliada.

Nota: esses preços são extremamente voláteis e podem variar.

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